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21-Abr-2010

A Electra será estável em 2013

Dentro de dois a três anos, a Electra vai entrar numa nova fase. Segundo o Engº Antão Fortes, a empresa está a efectuar investimentos que vão relança-la no mercado com um novo rosto e um melhor nível de competitividade.

Hora de Ponta - A Electra completa 28 anos de vida, em 2010. Quais foram os principais aspectos positivos e negativos que a empresa enfrentou durante este tempo?

Antão Fortes – Durante este tempo, a empresa passou por muitas situações difíceis, enfrentou sempre problemas de tesouraria, obteve resultados líquidos quase sempre negativos e enfrentou défices de investimentos. A Electra tem tido dificuldades em responder á procura por causa dessa realidade.
Uma das medidas tomadas para tentar melhorar a situação foi a privatização. Esperava-se a aplicação de capitais privados intensivos mas, infelizmente, as coisas não correram da melhor forma. A maioria dos investimentos previstos não foi realizada e a empresa acabou por não ter os resultados esperados. Por outro lado, desde 2002-03, deixou de haver investimentos na empresa. Este é um sector de capital intensivo, de modo que o serviço foi-se degradando até que o Estado decidiu reassumir a empresa e fazer os investimentos necessários.

HP – O que é que mudou no funcionamento da empresa com a estatização?

AF – Essencialmente a opção por fazer os investimentos que deviam ter sido efectuados, mas também fazer com que a empresa responda à expectativa dos utentes, sobretudo ao nível da electrificação rural. A taxa de cobertura vem aumentando significativamente, a empresa está em todas as ilhas em condições satisfatórias e o seu serviço melhorou significativamente nos últimos tempos.

HP – Mas a electrificação rural não é um investimento lucrativo para a empresa!…

AF - … não é efectivamente. Devido a situação orográfica do país, somos obrigados a estender as linhas de electricidade, e chegar aos povoados de acesso difícil. Isto representa um custo adicional, que aumenta com a manutenção e a reparação das linhas eléctricas. Contudo, há uma responsabilização da empresa pela extensão do seu serviço, ou seja, somos obrigados pelo Contrato de Concessão a ir a essas localidades. Isto não é um problema, desde que ressarcidos pelos custos inerentes.

HP – E quem compensa a Electra por esses custos? Os municípios?

AF – Aqui é que surgem os problemas. Os custos devem ser ressarcidos através das tarifas. Ora, as tarifas de energia e água são naturalmente altas porque o custo maior é o de combustível, e o preço não depende da Electra. De maneira que as tarifas são altas. No entanto, mesmo assim, não são suficientes para cobrir os custos reais da empresa. Quando há expansão da rede rural, há adição de despesas extras, que normalmente seriam assumidas pelo Estado. Se há um custo que não está na tarifa por razões sociais, esse custo é normalmente transferido para o Estado.

HP – A electrificação rural tem algum paralelo com a questão da iluminação pública, em termos de custos e contrapartidas?

AF – A iluminação pública é outra questão. Neste caso, existe um consumidor normal, que está contabilizado na empresa pelo valor exacto do seu consumo, multiplicado pelo tarifário da iluminação pública, que é aprovado pelo regulador do mercado. Contrariamente àquilo que muitos Presidentes de Câmara dizem, a responsabilidade legal do pagamento da iluminação pública é dos municípios, sendo contabilizado como energia vendida aos municípios, de acordo com a tarifa em vigor.

HP – Mas quem é que estabelece as necessidades de iluminação pública? Os municípios é que mandam o plano de iluminação para a empresa cumprir?

AF – O contrato de concessão entre o Estado e a Electra, como concessionária, diz que a rede de iluminação pública acompanha a rede de distribuição, nos termos normais utilizados pela empresa. Ou seja, qualquer candeeiro que existe para determinada zona é um candeeiro normalizado.
Se os municípios quiserem mais iluminação, como para as praças, placas e parques, então solicitam esse serviço. Mas o valor mensal a pagar será superior. O problema que se coloca é que, até agora, não foi assumida nenhuma modalidade de pagamento desse serviço. É um buraco que fica na tesouraria da empresa.

HP – A quanto anda essa divida pendente, neste momento?

AF – Ultrapassa os 560 mil contos, em todas as ilhas. Refira-se que a iluminação pública não é paga desde finais de 2003. Antes disso, houve um tempo em que os municípios pagaram, depois o Estado assumiu esse défice. Actualmente, ninguém paga.

HP – Apesar dessa situação, a empresa tem continuado a dar vazão à iluminação pública?

AF – Isto é notório, garantimos a iluminação em todo o país. Não temos tido nenhuma atitude revanchista, mas aguardamos pelo pagamento pois a situação é insustentável.

Dois milhões de contos incobráveis

HP – Aproveitando a embalagem da dívida da iluminação pública, é um facto que a empresa enfrenta uma grande dificuldade em cobrar as facturas aos seus clientes. Qual tem sido o impacto dessa situação?

AF – A Electra tem uma facturação mensal que ultrapassa os 500 mil contos, tem de recuperar esse valor de todos os seus clientes. Isto é uma tarefa difícil porque alguns consumidores não pagam as suas facturas por si só, esperam que a empresa corra atrás deles.
Existem dois consumidores diferenciados, nos fraudulentos: aqueles que, por um motivo ou outro, não pagam e aqueles que não estão servidos pela rede de distribuição. A Electra tem tentado levar as redes a todas as zonas, com o apoio do Estado e fazer com que as pessoas passem a ser consumidores legais. Os que por alguma razão pretendem continuar na senda do roubo de energia, a solução é o corte ou a via judicial. De todas as formas, a Electra está tentando ter a atitude mais positiva possível e a convencer as pessoas de que há um custo e que deve haver contratos legais. Já actuamos nalguns bairros com resultados interessantes, como é o caso do bairro da Bela Vista, na Praia.

HP – Mas, por aquilo que se sabe, existem dívidas praticamente incobráveis, que vêm de longa data…

AF – Este é outro aspecto preocupante. Essas dívidas foram feitas por instituições já desaparecidas ou por pessoas já falecidas. Esses valores precisam ser limpados do sistema para evitar termos números altos e que não existem.
Um outro aspecto que deve ser levado em conta é que a empresa é obrigada a dar um crédito de um mês aos consumidores, mais um período de cobrança de quinze dias. Efectuamos uma facturação de 500 mil contos-mês, isso significa que dois meses de crédito representam um milhão de contos. É um valor enorme que a empresa não pode dispor porque é obrigada a pagar a pronto o combustível, as peças, além de créditos bancários. Por exemplo, as obrigações que foram emitidas pela Bolsa de Valores vão ter de ser pagas brevemente pela Electra, e isso vai criar dificuldades à tesouraria.

HP – Qual o valor da dívida que a empresa tem por cobrar, neste momento?

AF – Tirando as dívidas antigas, o que resta são cerca de 2 milhões de contos cobráveis, um milhão é pelo crédito dado ao consumidor.

Central única para Santiago

HP – A empresa tem um plano de investimentos avaliado em 18 milhões de contos e existe a perspectiva de ela atingir a estabilidade em 2013. Acha que a Electra está em condições de fazer esses investimentos?

AF – Esse plano está maioritariamente em curso. Estamos esperançosos que a situação da Electra vai mudar radicalmente nos próximos tempos, porque alguns projectos estruturantes vão entrar na fase de execução. Já ultrapassaram a fase de implementação, que é morosa. Estávamos a contar com esses projectos em 2009-10 e agora estamos a falar de 2010-11, porque existe um período de maturidade demasiado longo, que comporta a procura de financiamento, o lançamento de concurso público, etc.

HP – Qual o projecto mais importante em carteira?

AF – É o do aumento das capacidades de produção de energia e água, na cidade da Praia. Paralelamente, será feito o transporte da energia para o interior de Santiago. Esta é uma estratégia que montamos e que passa pela concentração da produção numa central com maior capacidade e com custo mais baixo, em vez de estarmos com várias pequenas centrais, como as de Santa Catarina, Santa cruz, Tarrafal, Calheta…

HP - Isto significa que a central do Palmarejo vai passar a assegurar, sozinha, o fornecimento de toda a ilha de Santiago?

AF - Exacto. Já assinamos contrato para o fornecimento e a instalação de dois grupos geradores de 10 MW. Quando estiverem operacionais teremos praticamente duplicada a capacidade existente. Além disso, estamos no processo de financiamento de mais uma central de 10 MW para o Palmarejo e que será instalada em 2013. Estes investimentos vão dar satisfação à procura de toda a Capital e do interior de Santiago. Vamos fazer o transporte de energia em alta tensão até Calheta de S. Miguel e a redistribuição em MT para St. Catarina, Tarrafal e Santa Cruz.
Estamos a modernizar a visão do fornecimento de energia em Santiago. Mas essa visão existe também para as outras ilhas, aliás, ela já funciona em S. Vicente porque são as centrais do Lazareto e da Matiota que fornecem energia às localidades de Calhau, Baia das Gatas e S. Pedro.

HP – E quanto à situação da água?

AF - Vamos triplicar a produção de água, na Praia. O plano de negócio da Electra já previa ter, em 2007, 15.000 m3 de água em Santiago, mas ainda não chegamos lá.
Estamos a fazer o estudo de viabilidade para a instalação de 5000 m3 em SV e 5000 m3 no Sal. Paralelamente, vamos aumentar a potência energética nestas ilhas com mais dois grupos de 5,5 MW. Teremos assim as condições para que a empresa possa respirar com algum desafogo.

O pesadelo das avarias

HP – Os cortes de energia são um pesadelo para os clientes mas também para a Electra. Confirma que essas situações são muitas vezes provocadas por terceiros?

AF – Realmente, a empresa é muitas vezes penalizada pelo descuido de determinadas empresas. Se a empresa já enfrenta dificuldades em manter todas as centrais disponíveis, não pode ser vítima do descuido de terceiros. Já fizemos apelos às empresas para terem cuidado com as escavadoras, especialmente na Praia, porque cortam os cabos. Isto provoca perdas de energia não vendida e curto-circuitos que danificam as centrais.

HP - A Electra tem conseguido responsabilizar os culpados?

AF – Normalmente, responsabilizamos as empresas responsáveis, algumas aceitam pagar a energia não vendida mas não se paga a imagem e o prejuízo causado a clientes. Mas há casos em que não reconhecem a sua responsabilidade e somos obrigados a optar pela via judicial.

HP - O inverso também acontece, ou seja, a Electra danificar sistemas subterrâneos de outras empresas?

AF – É muito difícil isso ocorrer. Quem tem cabos e tubos são a Electra e a CV Telecom, cujos cabos estão identificados. Antes de iniciarmos os trabalhos contactamos a CVT.

Água amarela

HP - Há clientes que reclamam da qualidade da água fornecida e que, às vezes, tem uma coloração amarela. A que se deve esse problema?

AF – O problema ocorre nalguns troços da rede que estão em ferro fundido. A agressividade da água, e pelo facto de não haver água corrente, faz com que haja depósito de ferrugem, isso é que dá a coloração. Estamos a fazer os possíveis para substituir os troços mas estamos a falar de 7 quilómetros de tubagens e que custam 2 milhões de euros. No entanto, estamos à procura de financiamento para esse projecto.
Devo referir que esta situação se apresenta com mais acuidade na Praia, nos troços Monte Babosa-Ponta d’Água e Monte Babosa – Várzea. De vez enquanto aparece em SV e na BV, mas com menos frequência.

HP - Essa situação tem algum efeito prejudicial na saúde pública?

AF - Por aquilo que temos estado a verificar, diria que não prejudica a saúde. O teor de ferro está dentro dos parâmetros aceites pela OMS na água. Não é perigoso mas é desagradável à vista.

HP - A Electra lançou uma forte campanha contra o roubo de energia. Quais tem sido os resultados?

AF – É difícil dizer porque medimos a situação com base no nível de perdas de energia e a situação não sofreu grandes mudanças, em Santiago. Mas está contida, por isso acreditamos que está a ter o seu efeito. No entanto, os valores relativos à situação da água estão a aumentar, o que é preocupante. Contudo, isso poderá estar relacionado com os trabalhos que estão a ser feitos nos grandes reservatórios de água da cidade.
Por outro lado, podemos confirmar uma boa adesão de pessoas ao programa de ligação das casas clandestinas à rede. Há muita gente a legalizar os seus contratos e temos até encontrado problemas em corresponder à demanda, porque isso exige mais contadores e mais disponibilidade de rede. Estamos a fazer um volume enorme de ligações domiciliárias diárias.

Electra “Barlavento” e “Sotavento”

HP - Fala-se na reestruturação da Electra em duas unidades, que irão gerir as zonas Norte e Sul. Quais são as linhas-mestras desta nova estrutura?

AF – Uma das ideias subjacentes é haver uma administração mais perto dos clientes. Fala-se numa espécie de holding, com uma empresa-mãe, com duas empresas Norte e Sul. Seria uma simples divisão nos processos de produção-distribuição em cada uma das zonas, abarcando as ilhas de Barlavento e de Sotavento, numa primeira fase. A partir daqui existem outras opções, nomeadamente a eventualidade de se separar a água da electricidade e a produção do processo de distribuição. A produção iria vender água à distribuição. Neste momento, a Electra faz as duas coisas mas são procedimentos claramente diferentes.
Mas será difícil a distribuição pagar à produção todos os seus custos, já que os custos da produção são manuseáveis, mais conhecidos e organizados. O da distribuição exige vários investimentos na rede, extensões, remodelações e terá mais dificuldades de funcionamento.

HP - A decisão da reestruturação e do modelo a ser seguido já está consumada superiormente? Que ganhos essa nova configuração poderia trazer para os clientes?

AF - A decisão já está tomada pelo Governo e começou a ser implementada. No fundo, o que se pretende é a melhoria do serviço e a redução de custos. Tendo uma administração mais perto, e alguns serviços melhorados, esperam-se melhores resultados.

HP – Continuaremos a ter um sistema tarifário único, como acontece agora, ou diferenciado, consoante a realidade das regiões?

AF – Esse é um dos problemas de fundo, que terá de ser equacionado. Existe uma tarifa solidária aplicado no país e ainda não sabemos se vamos continuar neste sistema ou se será consoante a estrutura de cada ilha. Isso vai depender do regulador.

HP - Havendo mudanças de preços, isso não poderá suscitar novas reclamações por parte daqueles que pagam mais?

AF – O consumidor tem sempre a prerrogativa de reclamar junto do regulador. A estrutura de custos existente está baseada num determinado tipo de organização. Como a Electra está em todo o país, aplica-se uma tarifa única. Com a separação da empresa em Norte e Sul, mantendo-se todas as actividades actuais em curso, não prevejo grandes problemas a nível tarifário. Se houver separação da água da energia, e outras mudanças, aí as estruturas de pagamentos podem ser diferentes.

HP – Pensa que essa reestruturação irá conceder maior autonomia às duas empresas?

AF – Acaba por ter essa intenção. De qualquer forma, por enquanto, não haverá grandes mexidas porque a Electra vai manter os mesmos activos, sem grandes separações técnicas e financeiras. Poderá haver grandes impactos, se a empresa deixar de estar verticalmente integrada. 

HP – Como vai ficar a situação da Boa Vista, uma vez que a Electra passou á empresa AEB – Águas e Energia da Boa Vista – a responsabilidade da produção de água na ilha?

AF – Na Boa Vista, a AEB vai passar a ser a produtora de energia e de água, mas com um contrato de subconcessão com a Electra. Acontece que, por enquanto, os custos actuais de produção são mais baixos do que os anteriores, porque a AEB está a utilizar uma tecnologia mais moderna, que funciona a fuel. O mercado e as perspectivas de crescimento da Boa Vista permitem esses investimentos na produção. Nessa ordem de ideia, a Electra achou mais conveniente comprar energia à AEB, em vez de estar a produzir com os meios próprios. Mas o negócio é mais incisivo na água, pois usamos na Boa Vista um sistema de compressão mecânica de vapor, que é muito mais cara do que a osmose inversa.

HP - Qual o papel reservado à Electra na Boa Vista?

AF – A Electra está neste momento a fazer a aquisição de energia e água e a distribuição, mas deixará de distribuir esses produtos a partir do momento em que assinar o contrato de subconcessão. O direito de exploração das redes passa para a AEB e a Electra passa a ser accionista da AEB. A lei diz que essa participação deve ser de 10 por cento do capital social, mas a Electra quer ter uma participação de acordo com os seus activos.

HP - Tendo em conta a perspectiva de crescimento económico da BV, será um bom negócio passar a concessão para um privado?

AF – A Boa Vista é realmente um mercado promissor mas essa opção é do accionista Estado, e prende-se com as necessidades de investimentos precisos no futuro.

HP - Atendendo-se que a Electra será reestruturada em “Barlavento” e “Sotavento”, isso significa que a parte de Barlavento não irá comportar a Boa Vista?

AF – Exacto, se o processo continuar como está, o grupo de ilhas de Barlavento seria sem a Boa Vista. Mas existe a perspectiva da ilha do Maio não fazer parte de Sotavento, à semelhança daquilo que acontece na Boa Vista.

Taxas da RTC, mais desaforos

HP - Os consumidores reclamam muito do pagamento da taxa da RTC. Que explicação poderia dar aos clientes da Electra sobre esse procedimento?

AF – Esta questão é pertinente porque a Electra cobra uma taxa da rádio e da televisão para a RTC e somos nós que ouvimos desaforos. É um serviço prestado à RTC e que tem cobertura legal. Quando as pessoas entendem que não devem pagar, dizem o porquê e a Electra transfere essa reclamação para a RTC. Estou a dar este esclarecimento porque foi dito na Câmara da Praia que a Electra não quis cobrar uma taxa do lixo por causa dos problemas com a taxa da iluminação pública. A Electra esclareceu que existe um problema de timming. A empresa não vai cobrar mais taxas a terceiros e ser ela a assumir todo o ónus da questão. A Electra já cobra a taxa da RTC, espera cobrar a taxa da iluminação pública, que é do seu próprio interesse, mas não vai assumir, por agora, a cobrança de mais taxas.

HP - Que mensagem envia aos trabalhadores e consumidores da Electra neste 28º aniversário da empresa?

AF – Dizer que 28 anos são tempo suficiente para se tirar algumas lições da utilidade da empresa, daquilo que pode fazer e que vai cumprir, certamente. Deve haver da parte de todos nós uma réstia de esperança de que estamos prestes a cumprir os nossos objectivos, que é equilibrar a empresa. Estamos quase certos de que, dentro de 2-3 anos, esta empresa será totalmente diferente porque há novos investimentos em curso, investimentos que vão torná-la numa empresa de engenharia, responsável por aquilo que é o fornecimento de energia e água, em condições de qualidade e de competitividade.
Da parte dos utentes, a Electra espera uma maior compreensão e colaboração, de modo a que os custos da empresa sejam pagos. Portanto, entramos numa era totalmente nova. Já não vamos ter aquela Electra habituada a correr atrás do prejuízo mas sim uma entidade capaz, renovada e pronta para encarar o futuro.

Actualizado em ( 25-Mai-2010 )
 
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